A Real Academia Espanhola (RAE) (www.rae.es) continua a oferecer no seu “prestigioso” dicionário definiçons de “gallego” como:
5. adj.C.Rica. Tonto (falto de entendimiento o razón).( Acepçom já suprimida)
6. adj.El Salv. Tartamudo.
7. m.Lengua de los gallegos..
*Mesa gallega / Mesa de gallegos:.Aquella en que falta pan de trigo. *Hacer mesa gallega:llevarse todo el dinero del contrario en el juego.
No 6 de Julho de 2009, a RAE atendeu as demandas que muitas associaçons e organizaçons venhem fazendo desde há tempo e eliminou a entrada "tonto" da definiçom "gallego". Esta modificaçom pode ver-se ao clicar no artigo emendado que a RAE inclui no seu dicionário virtual na definiçom do termo "gallego". Supom-se que esta emenda é um avanço da nova ediçom do dicionário desta Academia que será lançado nuns anos. Desde Garipano celebramos a decisom da RAE de eliminar a acepçom de parvo, mesmo ainda que tardara anos em levar a cabo esta medida. Contodo, infelizmente, a RAE ainda pretende manter o significado de “gallego” como “tartamudo” já que, segundo a organizaçom, se usa em El Salvador. Esta afirmaçomtopa com a confirmaçom de muitos filólogos e profissionais da língua, ademais de uma grande parte da própria populaçom salvadorenha, que asseguram que o uso de “gallego” como “tartamudo” é mui residual e totalmente desconhecido no Salvador. Certas pessoas indicam que esta acepçom de “tartamudo” se produziu por causa da emigraçom galega a El Salvador na procura duma vida melhor, nom sabiam falar bem o idioma espanhol e, portanto, o tatejavam tentando indagar as palavras correctas para dizerem algo. A realidade, hoje em dia, é bem outra; a maioria dos galegos sabe falar correctamente espanhol e junto ao feito de “tartamudo” ser uma acepçom mui desconhecida pola maioria da populaçom salvadorenha, pedimos desde aqui a retirada desse conceito como ao longo da historia do idioma espanhol ocorreu com milhares de palavras. Mas isto nom acaba aqui, pois agora a RAE pretende introduzir na próxima ediçom do seu “prestigioso” dicionário as expressons “mesa gallega” ou “mesa de gallegos”, e “hacer mesa gallega”. Até agora, no seus dicionários, podia-se ( e pode-se) ler “caldo gallego”, “gaita gallega” “nabo gallego”, e “trompa gallega” ,mas esta academia introduziu na sua versom virtual e na mesma entrada de “gallego” as expressons ditas em riba (“mesa gallega” ou “mesa de gallegos” e “hacer mesa gallega”). A expressom “mesa gallega” apareceu por vez primeira na ediçom de 1803 (S.XIX), mentres que “hacer mesa gallega” se incorporou no dicionário alá por 1925 (S.XX). Essas expressons estiverom passando continuamente da entrada de "mesa" à entrada "gallego" durante tempo. Desde há bastantes anos estavam incorporadas sob o conceito "mesa". Por que querem incluir agora “mesa gallega / de gallegos e “hacer mesa gallega" na própria entrada de “gallego”, se levam anos metidas na entrada de “mesa”? Por que essa teima de meterem novos termos depreciativos se eliminam outros da palavra “gallego”?.
Por outro lado, continuaremos atentos com o possível futuro da acepçom “tonto”.
Para a gente que ainda nom o sabe, o termo “gallego” em muitas regions da América Latina fai referência a todos os espanhóis e nom só aos galegos. Por outro lado, no dicionário da RAE define-se directamente “gallego” como “tonto” e “tartamudo” (tanto na versom virtual como no tomo da última ediçom) sem explicar que estes insultos referem-se a toda a comunidade espanhola, podendo provocar deste jeito confusons. Além disso, sabe-se que estes usos som totalmente residuais na América Latina, e, ainda assim , a RAE quer mostrá-los no seu dicionário. Já indicamos em riba que parece ser que a RAE, finalmente, vai retirar acepçom de “tonto”. Hai que dar a conhecer também que embastantes lugares da América Latina, o termo “gachupín” ou “cachupín” é um vocábulo mui depreciativo, mesmo muito mais que “gallego” para se referir aos espanhóis, porém a RAE em vez de inclui-lo na mesma entrada de “espanhol”, introduze-o numa nova entrada como se nom tivesse nada a ver com ele. Quiçá a RAE tem medo de que se conheça a relaçom deste termo com espanhol. Pensamos que se os significados de “tonto” e “tartamudo” som definidos dentro do termo “gallego”, “gachupín” também deveria ser explicado no corpo de “espanhol” (já que é sinónimo) e nom apartá-lo numha entrada diferente. Contodo, cremos que as acepçons depreciativas a quarquer comunidade de pessoas nom deveriam ser incluídas em nengum dicionário e menos ainda se os seus usos som mui limitados como no caso de “tonto” e “tartamudo”. Cumpre assinalar que segundo todo o que acabamos de dizer, também se deveriam incluir os termos de “bruto” para “Vasco” e “agarrado” ou “tacaño” para “Catalán”, pois som mui empregados na fala e conhecidos por todos. Mas o nosso propósito nom é aldrajar a ninguém nem enfrentar-nos a nengumha pessoa (tampouco apoiamos a introduçom destes usos depreciativos nos correspondentes termos), senom reprovar e pedir com total segurança e firmeza que os significados de “tonto” e “tartamudo” sejam totalmente eliminados da definiçom de “gallego”, pois nom venhem ao caso. Por outro lado, em 2007, a mesma ACL (Academia Costarricense de la Lengua) indicou que os significados depreciativos sobre o termo "gallego" fossem eliminados do dicionário da RAE (polo menos os que fam referência ao seu país). Dous anos depois, podemos comprovar que a RAE fijo como que nom ouviu nada e continuou a manter estes significados no seu dicionário virtual.
Quanto à acepçom de língua, parece-nos bastante incompleta, sobretodo se a compararmos, por exemplo, com a de “Catalán”:
3. m. Lengua romance vernácula que se habla en Cataluña y en otros dominios de la antigua Corona de Aragón.
Qualquer língua neste dicionário, como por exemplo “Euskera”, ou “Español” (além de Catalán) aparece definida dum modo mais completo que “Gallego”.
Achamos que temos o mesmo direito que os demais a que se defina o nosso idioma do mesmo modo que se definem os outros, especificando que temos umha historia detrás e cuidando que a nossa língua nom seja tratada comm um dialecto mais. Por outro lado, o feito de situar a definiçom de “gallego” como língua num sétimo lugar (com a eliminaçom de "tonto" ficará na sexta acepçom, ainda assim, mui afastada das posiçons que ocupam as definiçons dalgumhas das línguas da Espanha: "catalán", "euskera", ou "español"), parece-nos intolerável.
Para conseguir o que pretendemos, gostaríamos de realizar um abaixo-assinado e de que participedes todos quantos pensedes como nós.